Cristovão celebra semana de treinos para sequência decisiva do Vasco

Técnico do Vasco comemora tranquilidade após vitória sobre arquirrival Flamengo. Foto: Getty Images

Técnico do Vasco comemora tranquilidade após vitória sobre arquirrival Flamengo
Foto: Getty Images

André Naddeo

Direto do Rio de Janeiro

O elenco do Vasco poderá celebrar o feriado de São Jorge, no Rio de Janeiro, com a tranquilidade de quem atingiu os seus objetivos até aqui na temporada. É desta forma que pensa o técnico Cristóvão Borges. Com seu elenco de folga, a partir de terça-feira, ele terá toda a semana de preparação com vistas a final da Taça Rio, diante do Botafogo, no próximo domingo. Depois, será a vez de iniciar o mata-mata da Libertadores contra o Lanús, da Argentina.


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“Depois de uma vitória contra o Flamengo tudo fica mais tranquilo”, brincou o treinador. “E não tendo jogo no meio da semana a gente pode se programar melhor, cuidar dos jogadores, e planejar bem a semana até por tudo que vem pela frente”, completou. Se passar pelo Botafogo, o time cruz-maltino disputará, em dois jogos, a grande final do Campeonato Carioca contra o Fluminense, vencedor da Taça Guanabara, justamente diante do próprio Vasco.

“Com toda a certeza essa vitória moraliza bastante. A gente tem um grupo que sabe o que quer, para isso, tem sempre que ser alimentada essa motivação, para que haja sempre essa entrega emocionante. Uma vitória desse jeito, com essa superioridade, valoriza bastante”, reafirmou Cristóvão, que comemorou também o fato de contar com um grupo quase todo fora do departamento médico.

“Já posso contar com quase todos os jogadores. Só o (zagueiro) Dedé ainda vai demorar mais um pouco. Estamos mais encorpados, e para jogos difíceis como os próximos, que serão só decisão, temos mais opções para planejar melhor”, explicou.

O treinador comentou ainda o fato de a equipe ter transparecido tranquilidade na semifinal diante do Flamengo, mesmo após ter saído atrás no marcador, logo aos 2min de jogo. A mesma postura que ele, Cristóvão, costuma ter comandando o time do banco.

“Minha equipe era um pouco o meu retrato. Não posso ficar transtornado com qualquer dificuldade. Tenho que passar isso. Mas a equipe ser aguerrida, se entregar, tem a ver também com aquilo que a gente prepara e conversa na nossa intimidade. E ter um elenco experiente nessas horas faz a diferença”, finalizou.


Campeonato Paulista – Série A2

O Terra, maior empresa de Internet da América Latina, exibe ao vivo os jogos da Série A2 do Campeonato Paulista, uma das mais respeitadas e tradicionais competições do País. As partidas são narradas por Marcelo do Ó e comentadas por Ary Pereira Junior e Bruno Prado. Os internautas podem conferir tabelas, classificação e notícias do torneio, além de participar das transmissões por meio de comentários e mensagens via redes sociais.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/futebol/estaduais/noticias/0,,OI5734290-EI19273,00.html

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Jogadores do Flamengo esperam melhora após semestre perdido

Com a derrota por 3 a 2 para o Vasco, neste domingo, no Engenhão, o Flamengo perdeu a chance de conquistar um título no primeiro semestre e ganhou uma folga indesejada, já que terá quase um mês de descanso até a estreia no Campeonato Brasileiro. Para o meia Renato Abreu, a frustração pelos resultados negativos mostra que o time rubro-negro terá que melhorar muito se quiser ir bem no torneio nacional.

“É claro que o primeiro semestre não foi bom. Acho que poderíamos ter ido mais longe nas competições, poderíamos ser melhores. Temos que mudar isso no segundo semestre”, pediu.

Além da eliminação no Campeonato Carioca, o Flamengo já havia ficado fora da disputa pelo titulo da Copa Libertadores da América ainda na fase de grupos, na qual ficou atrás de Lanús, da Argentina, e Emelec, do Equador. Para o atacante Deivid, as falhas da equipe foram nítidas diante do Vasco.

“Tentamos salvar o primeiro semestre e não conseguimos. Era muito importante para todos nós, só que acabamos cometendo os mesmos erros. Saímos na frente e levamos a virada novamente”, assim como na Taça Guanabara”, lamentou o jogador.

O Flamengo terá quase um mês sem jogos oficiais e irá se preparar para a disputa do Campeonato Brasileiro, no qual estreia apenas no próximo dia 20 de maio, contra o Sport, na Ilha do Retiro.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/noticias/0,,OI5734259-EI1977,00.html

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Corinthians e Palmeiras caem no Paulista e veem goleiros na berlinda

Júlio César e Deola falharam nas eliminações de suas equipes. Foto: Miguel Schincariol/Agência Lance/Djalma Vassão/Gazeta Press

Júlio César e Deola falharam nas eliminações de suas equipes
Foto: Miguel Schincariol/Agência Lance/Djalma Vassão/Gazeta Press

Allan Farina

Direto de São Paulo

Eles são goleiros jovens revelados nas categorias de base de dois dos maiores clubes do Brasil. Cada um assumiu a titularidade nos últimos anos e recebem o respaldo de comissão técnica, elenco e diretoria. No último domingo, os dois deixaram suas partidas em tristeza por falhas que culminaram em eliminações no Campeonato Paulista. Para Deola e Júlio César, as quartas de final do Estadual ocorreram de forma dolorosa.

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O goleiro do Corinthians, que se tornou titular depois da saída de Felipe ao futebol português, passou por altos e baixos na meta alvinegra. Júlio César possui falhas em partidas importantes como o empate com o Goiás pela última rodada do Campeonato Brasileiro de 2010 (que deixou o Corinthians em terceiro e no caminho do Tolima na Libertadores).

No ano seguinte, errou na final do Paulista contra o Santos em finalização de Neymar. Ele chegou a perder a titularidade do Corinthians para Renan, mas a retomou pouco depois devido às atuações fracas do ex-jogador do Avaí. Júlio César prevaleceu, e fez um Campeonato Brasileiro decisivo, sendo um dos pilares do título corintiano.

Na partida contra a Ponte Preta pelas quartas de final do Paulista, porém, uma atuação insegura voltou a assombrar o goleiro. Júlio César aceitou falta cobrada por William Magrão no primeiro tempo, e já ao fim da partida acertou tiro de meta nas costas de Leandro Castán e viu Rodrigo Pimpão fazer o terceiro gol da Ponte.

Os erros abateram Júlio César, que chegou a ouvir vaias, mas recebeu apoio do técnico Tite. “O Júlio César é o mesmo que fez uma defesa extraordinária contra o Ceará na partida em que encaminhamos o título brasileiro. Não tem individualidade. Vence, vencem todos. Perde, perdem todos”, disse o técnico.

Para Deola, o domingo foi ainda pior. O goleiro foi apontado pela torcida como uma das causas dos três gols feitos pelo Guarani na vitória por 3 a 2 em Campinas. O arqueiro vive momento instável desde que assumiu o papel de goleiro titular do Palmeiras após a aposentadoria de Marcos.

Deola já atuava frequentemente no time principal, mas desde o adeus do ídolo alviverde passou a exibir atuações inseguras. Ele chegou a ser barrado por Luiz Felipe Scolari contra o Oeste, mas retomou a posição na partida seguinte.

Perguntado sobre a atuação de Deola neste domingo, Felipão não entrou em polêmicas. “Não há nada a falar sobre isso. O Deola é o goleiro que escolhi”, afirmou o treinador do Palmeiras no Brinco de Ouro da Princesa.

Corinthians e Palmeiras agora se voltam para outras metas. Os alvinegros estão nas oitavas de final da Copa Libertadores enfrentando o Emelec. Enquanto isso, os alviverdes duelarão com o Paraná nas oitavas da Copa do Brasil. Até as partidas a missão de Tite e Scolari será recuperar o emocional de seus goleiros, já que o Estadual acabou, mas as decisões continuam.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/futebol/estaduais/noticias/0,,OI5734030-EI19283,00.html

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Júlio César repete sina de falhas e deixa Pacaembu em prantos

Júlio César falhou duas vezes na derrota do Corinthians. Foto: Agência Lance

Júlio César falhou duas vezes na derrota do Corinthians
Foto: Agência Lance

Allan Farina

Direto de São Paulo

A cobrança de falta de William Magrão passou pela barreira tendo como direção o canto direito do gol do Corinthians. Júlio César saltou em direção à bola e parecia que faria uma defesa tranquila, mas a deixou escapar de seus braços e repousar no fundo das redes. A partir daí, o time alvinegro precisou sair mais para o jogo e sofreu mais um gol, este de Roger, ainda no primeiro tempo da derrota para a Ponte por 3 a 2 pelas quartas de final do Campeonato Paulista.

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O Corinthians foi eliminado do Estadual e Júlio César deixou o Estádio do Pacaembu chorando pela atuação irregular. O arqueiro, que já colecionou falhas em partidas importantes como o empate com o Goiás na última rodada do Brasileiro de 2010 e a final do Paulista de 2011, chegou a ouvir críticas de sua torcida.

A falha no gol de William Magrão complicou a situação do goleiro alvinegro com os torcedores. Júlio César era acionado principalmente em jogadas de contra-ataque, a grande arma da Ponte, e os corintianos mostraram não confiar mais no arqueiro. Vaias e gritos irritados podiam ser ouvidos quando ele participava da partida.

Aos 30min de jogo Júlio César recebeu bola recuada, demorou a se definir e precisou chutar para a lateral ao ser pressionado. Na sequência, Renato Cajá teve chance de marcar, mas finalizou para fora. Isto fez com que gritos contrários retornassem, o que também ocorria nas saídas de jogo.

Ao fim do primeiro tempo, Júlio César evitou decretar se havia ou não falhado no gol de William Magrão. “O campo estava molhado, eu preciso ver primeiro”, disse o goleiro enquanto deixava o gramado.

A apreensão corintiana em relação a Júlio César prosseguiu depois do intervalo. Aos 8min, Cicinho tentou chute de fora da área que o arqueiro defendeu sem muita segurança, o que fez a torcida chiar. Quando Willian correu para substituir Marquinhos, um torcedor gritou ironicamente para que Tite sacasse Júlio César no lugar.

O Corinthians reagiu, pressionou a Ponte Preta e conseguiu descontar com Willian. O momento da partida era totalmente favorável ao time da casa, mas, aos 44min, novo gol visitante contando com erro de Júlio César: o goleiro errou tiro de meta, acertou Leandro Castán e a bola ficou com Rodrigo Pimpão para arrancar e ampliar. Alex ainda fez um belo gol, mas era tarde.

O apito final foi a senha para Júlio César deixar o gramado em prantos, fato que se repetiu no vestiário e em sua saída do Pacaembu. “No vestiário só dei um a braço em cada um e falei de fora total. Ele falou comigo. É uma coisa da emoção do jogo. Ele está tão chateado quanto o torcedor. Talvez até mais. É o momento para ele ficar com a família para se fortalecer”, disse o técnico Tite.

Mesmo com as falhas, Júlio César segue com o apoio da comissão técnica e da diretoria. O Corinthians só volta a campo no dia 2 de maio, em partida contra o Emelec pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores. É o prazo para que o goleiro se recupere. “A bola é muito rápida. Ele se regenera logo e retorna”, avisou Tite.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/futebol/estaduais/noticias/0,,OI5734029-EI19283,00.html

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Forte em pontos corridos, time de Tite se mostra cru em mata mata

Desde que Tite retornou ao Corinthians, em outubro de 2010, a equipe tem demonstrado muita força nas competições disputadas por pontos corridos, tanto que foi campeã brasileira recentemente e liderou a primeira fase do Campeonato Paulista. Em mata-mata, porém, a história é diferente: o time foi eliminado pelo inexpressivo Tolima (Colômbia) na repescagem da Libertadores de 2011 e agora caiu para a Ponte Preta nas quartas de final do Estadual.

Prova de que, apesar de contar com jogadores consagrados, o elenco ainda não se mostra tão preparado para reverter situações adversas em curto prazo – diferentemente do Brasileiro, por exemplo, em que a competição “dá e tira pontos”, como costuma dizer o treinador para se referir a resultados injustos, derrotas ou vitórias.“A equipe tem que aprender a jogar em cima dessas características”, admitiu o treinador, no domingo, após a derrota por 3 a 2 para a Ponte, que chegou a abrir dois gols de vantagem no primeiro tempo. “Isso é questão de maturidade, de experiência, que só se tem no dia a dia. Não é em palestra. É sentindo queimar lá dentro da carne para aprender”, defendeu o comandante.

Com a eliminação precoce no campeonato estadual, o Corinthians tem nove dias até seu próximo compromisso, a contar por essa segunda-feira, quando o grupo ganha folga – a reapresentação está marcada para a manhã do dia seguinte, no CT Joaquim Grava. O jogo curiosamente também é de mata-mata, mas pelas oitavas de final da Copa Libertadores, contra o Emelec (Equador).

“Não queria ter esse tempo todo, não. Queria pau dentro toda hora, que viesse outro (jogo do Paulista), e outro, e o próximo. Essa é a grandeza do Corinthians”, lamentou Tite, cujo time, dono da segunda melhor campanha da fase de grupos da Libertadores, terá vantagem de fazer o segundo duelo com os equatorianos em casa – o primeiro, em 2 de maio, será como visitante.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/noticias/0,,OI5734204-EI2011,00.html

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As mil e uma batalhas de Roa

A luta, a fama e a fé são três conceitos intimamente ligados à vida de Carlos Roa. O ex-goleiro argentino, que viveu os melhores momentos com o Mallorca e com a seleção alviceleste na década de 1990 – incluindo a boa participação na Copa do Mundo da FIFA França 1998, na qual foi o destaque das oitavas de final contra a Inglaterra, quando defendeu um pênalti decisivo -, combinou o sucesso no esporte com grandes êxitos pessoais.

Ao longo da carreira como atleta, Roa viveu momentos conturbados, tendo superado uma malária e um câncer nos testículos e recusado de forma surpreendente uma transferência ao Manchester United por motivos religiosos. Hoje com 42 anos, atua como preparador de goleiros do River Plate na segunda divisão argentina. Em entrevista exclusiva ao FIFA.com, o ex-arqueiro nascido na província de Santa Fé falou de todas essas superações e de muito mais.

FIFA.com: Você estava sumido desde o dia em que deixou os gramados. Como surgiu a oportunidade de entrar para a comissão técnica do River Plate?
Carlos Roa: Foi inesperado. O Matías (Almeyda, técnico do River Plate) me telefonou à 1h30 da madrugada, no fim de semana em que o River foi rebaixado, e me convidou para fazer parte da equipe de trabalho. Foi fantástico. Havíamos tido um relacionamento muito bom na Copa do Mundo de 1998. Embora não fôssemos amigos íntimos, conversávamos sempre que nos víamos. Desde que surgiu esta oportunidade estou feliz, descobrindo a cada dia o que é o mundo que envolve o River, uma coisa impressionante.

Como é treinar goleiros tão jovens?

Eu aprendo com eles também. A gente precisa se adaptar à forma espontânea como os jovens trocam ideias. Eles perguntam coisas sobre o meu passado, mas eu nunca me coloco como exemplo. Esta geração não gosta muito quando alguém fica o tempo todo destacando o que fez ao longo da carreira. Estes meninos têm mais talento do que eu. Eu era um goleiro muito limitado. Tive a sorte de crescer na carreira, e por isso me transferi para o futebol europeu com 28 anos. Se eles quiserem, podem ir muito mais longe.

Você percebe mudanças nos jovens de hoje em relação aos da sua geração?

Pode ser. No turbilhão que é o mundo atual, alguns pensam que têm de conquistar tudo agora: subir para o time de cima, ter um carro, construir uma história. E tudo isso sem sacrifício. A minha geração trabalhou muito para ter êxito, algo que eu valorizo ​​e tento transmitir a eles. Você precisa abrir mão de pequenas coisas para alcançar grandes realizações. É preciso se cuidar no fim de semana, se alimentar bem, descansar. Há muitas tentações. Felizmente o meu grupo é formado por jovens muito centrados.

Vamos falar da posição de goleiro. O que importa mais: a personalidade ou a técnica?
“Não coloque para dentro as bolas que vão para fora. E tire para fora as bolas que vão para dentro.” Não sei quem inventou o ditado, mas é muito fácil. Nada mais que isso. Você pode ter um goleiro espetacular, mas se ele deixa entrar as bolas que iriam para fora, não adianta nada. Eu gosto dos goleiros tranquilos, sérios e com personalidade.

O ex-goleiro Germán Burgos, que foi companheiro seu, disse que só sendo um pouco louco para atuar nessa posição. Você concorda?

É preciso ter uma personalidade especial, com certeza (risos). Acima de tudo, é necessário ter capacidade para superar as adversidades. A posição de goleiro é muito ingrata. Quando o goleiro falha, tem 40 mil pessoas dispostas a insultá-lo. E elas estão ali, a um metro de você, enquanto que o jogador de linha pode se movimentar constantemente e reverter o quadro rapidamente. O goleiro tem de ficar debaixo das traves, esperando uma nova oportunidade para se recuperar. O mais importante é estar sempre bem psicologicamente.

Quem são os melhores goleiros da atualidade?
É difícil escolher, mas na Espanha sempre tive Iker Casillas e Víctor Valdés como referência. Quando eu atuei no Mallorca, eles já apareciam como grandes goleiros. Não é fácil ficar tantos anos como titular e ganhar tudo com os clubes. Eles são exemplos a serem seguidos. Na Argentina, os que estão na seleção são referências também.

Por falar em seleção, você fez uma partida memorável nas oitavas de final contra a Inglaterra, na Copa do Mundo da FIFA França 1998…
Aquela partida durou dois dias. Começou à noite e praticamente terminou no dia seguinte. Foi de parar o coração, e aconteceu de tudo. Teve torcedores chorando, e eu soube até que algumas pessoas morreram. Enfrentar a Inglaterra sempre será muito especial. É o maior rival de todos os tempos. E, apesar de dizerem que algumas questões não influenciam, tudo soma na hora da partida. A minha família me ligou para contar da expectativa que havia antes do pênalti decisivo e da explosão de alegria quando eu o defendi. Eu gostaria de poder ter estado em casa para presenciar tudo aquilo.

Você pressentiu que pegaria algum pênalti?
Após a final da Copa do Rei contra o Barcelona (em 1998, Roa defendeu três penalidades), tinham me colocado como especialista, mas eu não era. Recordo que, ao final do jogo, Daniel Passarella colocou a mão sobre as minhas costas e disse que precisávamos ganhar nos penais. Ele colocou nos meus ombros um peso de cinco mil quilos. Fui para o gol pensando o que aconteceria se perdêssemos, se eu não defendesse nada. Graças a Deus tudo correu bem. Aquela partida ajudou muito na minha carreira.

No entanto, quando você teve a proposta de ir para o Manchester United, preferiu recusar e afastou-se do futebol por motivos religiosos. Entre outras coisas, por não poder trabalhar aos sábados. Você se arrepende?

Foi uma decisão muito difícil no melhor momento da minha carreira. Eu estava convencido de que faria aquilo pelo meu próprio bem e pelo bem da minha família. Se avaliarmos pelo aspecto profissional, não foi bom, pois o meu retorno não foi nada fácil. Até hoje tem gente que passa por mim na rua e me diz que errei, que fiz elas chorarem. Isso é marcante. Uma pessoa pública é muito observada. De qualquer forma, eu não diria que foi uma decisão ruim. Depois daquilo aconteceram coisas na minha vida que me permitiram abrir os olhos.

A questão dos “amigos do campeão”…
Aconteceu comigo, sim. Por isso eu digo que o episódio me serviu de lição. Pude reavaliar tudo à minha volta, questões que de outra forma não teriam surgido. É decepcionante ver que pessoas íntimas ou familiares que estavam ao meu lado deixaram de estar. É algo inesperado, mas serve para deixarmos de confiar em todas as pessoas e começarmos a pensar bem antes de dar cada passo na vida.

Mas no fim você decidiu retornar aos gramados. Do que sentia falta?
Jogar. A adrenalina, o rugido do público nos estádios, os cânticos. É impagável. Quando parei de jogar fui morar em Córdoba, na zona rural, onde praticamente não havia nada. Foi uma mudança brusca e complicada, mas espetacular. Eu não me arrependo de nada, mesmo que tenha sido difícil voltar a jogar. Foi muito mais difícil o assunto do câncer.

Como foi essa experiência?
Eu estava no Albacete e me encontrava perfeitamente bem. Inclusive havia quem falasse no meu retorno à seleção. Mas aquela recaída foi fatal no aspecto psicológico.

Qual é a maior dificuldade em circunstâncias assim?

O mais difícil é saber que não depende só da própria pessoa. É muito complicado ficar sabendo do diagnóstico de câncer. O meu era nos testículos, me esclareceram que havia tratamento e que eu iria ficar bem. Contavam com 95% de chance de cura, mas os outros cinco por cento ficavam dando voltas na minha cabeça. É uma doença muito complicada e que consome a pessoa. Não foi fácil para a minha família me ver perdendo cabelo e peso. O câncer transforma o corpo completamente. Mas ele me ajudou muito a acreditar e confiar em Deus.

Você encontra uma explicação para essa experiência?
Às vezes são situações que acontecem para revermos muitas coisas. Eu desacelerei muito, era hiperativo, perfeccionista. E do que adiantava? Até me deu frutos, mas a vida na Terra é rápida como um suspiro e precisamos aproveitá-la. Agora estou mais tranquilo e tento ajudar os outros.

A sua saúde foi colocada à prova muitas vezes. Poucos se lembram do seu contágio de malária quando estava no Racing…

Foi desastroso. Fizemos uma excursão à África no início dos anos 1990 e contraí a doença mesmo tendo tomado a vacina. A malária não era muito conhecida na Argentina e se manifestou logo no meu retorno. Estava quase recebendo alta no hospital e sofri uma recaída que me deixou hospitalizado por um mês. Buscaram no Brasil o medicamento, pois aqui na Argentina não havia. Passei muito mal e me curei por milagre. Acho que durante toda a minha vida já entrei na sala de cirurgia umas dez vezes. Um recorde. Graças a Deus saí bem de todas elas. Estou cada vez mais crente (risos).

Entre tantas experiências positivas e negativas, o que Carlos Roa ainda deseja nesta vida?
Quero viver muitos anos para ficar com as minhas filhas. Quero vê-las casadas, aproveitar a vida com elas ao máximo. Eu não gostaria de morrer nunca, queria ficar velhinho, de cabelo branco e ver os netos crescerem. Ao lado da minha esposa Silvia, é claro. Se eu não falo dela, é ela que vai me matar!

Fonte: http://pt.fifa.com/worldfootball/news/newsid=1619092.html?cid=rssfeed&att=

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Título, definições e muitas dúvidas

O final de semana foi de definição na Alemanha, onde o Borussia Dortmund conquistou o bicampeonato consecutivo ao superar o Bayern de Munique mais uma vez. Na Espanha, o Real Madrid derrotou o Barcelona em um autêntico jogo de seis pontos e deu um grande passo rumo ao título nacional.

O Manchester United empatou com o Everton em uma partida cheia de gols e desperdiçou dois importantes pontos na corrida pelo título do Campeonato Inglês. O rival Manchester City, por sua vez, conquistou mais uma vitória e se abasteceu de confiança para o clássico da próxima segunda-feira.

Na Itália, a Juventus aumentou a vantagem em relação ao Milan. Enquanto a Velha Senhora derrotou a Roma, os milaneses precisaram se contentar com um empate com o Bologna. O FIFA.com resume os mais importantes acontecimentos do fim de semana nas principais ligas nacionais do Velho Continente.

O jogo
Manchester United 4 x 4 Everton, 35ª rodada do Campeonato Inglês

Mais de 75 mil espectadores presenciaram uma verdadeira chuva de gols no Estádio Old Trafford. Nikica Jelavic abriu o placar para o Everton aos 33 minutos, e Wayne Rooney empatou antes do intervalo para o Manchester United. No segundo tempo, Daniel Welbeck e Nani logo viraram o placar para o time da casa, mas Marouane Fellani diminuiu a diferença pouco depois. Rooney marcou o seu segundo gol do dia e restabeleceu a vantagem para dois tentos. 

Tudo indicava que o líder da primeira divisão inglesa comemoraria mais uma vitória, mas os Diabos Vermelhos não contavam com a combatividade dos comandados do técnico David Moyes, que descontaram com Jelavic e empataram novamente com Steven Pienaar a cinco minutos do fim.

O Everton alcançou várias interessantes marcas com o resultado. O clube da cidade natal dos Beatles foi o primeiro nos últimos 41 anos a balançar as redes quatro vezes em uma partida contra o United no Old Trafford e mesmo assim não sair de campo como vencedor. Além disso, a equipe se tornou a terceira a anotar quatro tentos em visita ao campeão inglês da temporada anterior. Antes disso, Liverpool (2009, 4 x 1) e Manchester City (2011, 6 x 1) haviam vencido os donos da casa anotando quatro ou mais tentos.

Os times
O Borussia Dortmund se sagrou campeão alemão pelo segundo ano consecutivo. Assim como na temporada anterior, a equipe do técnico Jürgen Klopp garantiu o título da Bundesliga na 32ª rodada. “Se houve alguém que mereceu ficar com o título, fomos nós”, afirmou o técnico após a vitória por 2 a 0 sobre o Borussia Mönchengladbach. “Não tenho palavras para o que os meus jogadores fizeram. A temporada foi extraordinária, assim como a personalidade do nosso time. O que fizemos foi fora do comum.” Com oito pontos de vantagem em relação ao Bayern de Munique e restando apenas dois jogos para o fim da temporada, ninguém mais pode tirar o troféu do clube aurinegro.

O Real Madrid deu um grande passo rumo ao título da primeira divisão espanhola, e o treinador José Mourinho finalmente comemorou a sua primeira vitória no Estádio Camp Nou. Na 251ª edição do “Superclássico”, os galácticos superaram o Barcelona fora de casa por 2 a 1 graças a Cristiano Ronaldo, chegando a sete pontos de vantagem em relação ao maior rival. O superastro português marcou o gol decisivo aos 28 minutos do segundo tempo após receber assistência do alemão Mesut Özil. Sami Khedira havia aberto o placar para o Real aos 17 minutos de bola rolando, e o chileno Alexis Sánchez empatara aos 26 da etapa complementar. As duas equipes passam agora a se preocupar com as partidas de volta das semifinais da Liga dos Campeões da UEFA. Na terça-feira, o Barcelona recebe o Chelsea para tentar reverter o 1 a 0 da ida – e para tentar salvar o final de temporada. Na quarta, os merengues receberão o Bayern de Munique após a queda por 2 a 1 na Alemanha.

Os jogadores
O brasileiro Jussiê está adotando o costume de marcar gols relâmpagos. No começo de fevereiro, o jogador do Bordeaux abriu o placar na vitória por 2 a 0 contra o Toulouse com apenas 29 segundos de jogo. Neste final de semana, o ex-jogador do Cruzeiro foi ainda mais rápido. Na vitória por 2 a 1 contra o Olympique de Marselha, na qual foi o grande nome da partida, ele marcou o seu primeiro gol com apenas 27 segundos – o segundo veio 28 minutos mais tarde. No total, o Bordeaux já marcou três gols no primeiro minuto de partida na atual temporada.

Graças ao seu 25º gol na temporada, Jeremy Perbet, do RAEC de Mons, igualou na partida de sábado contra o Sporting Lokeren o recorde de mais gols marcados por um francês em uma temporada do Campeonato Belga. Na temporada 1985/86, Jean-Pierre Papin havia alcançado o mesmo número de gols com a camisa do Brugge. “Foi legal igualar o recorde de um jogador como o Papin”, alegrou-se o atleta de 27 anos, que em 2006 foi treinado justamente pelo ex-atacante francês quando jogava pelo Racing de Estrasburgo.

Arturo Vidal marcou dois gols em uma mesma partida pela primeira vez no Campeonato Italiano. Na goleada por 4 a 0 da Juventus contra a Roma, o chileno balançou as redes pela primeira vez logo aos quatro minutos. Logo em seguida, aos oito minutos de partida, o ex-jogador do Bayer Leverkusen fez o seu segundo do dia e o sexto da temporada atual. No final, a recordista de títulos italianos não teve dificuldades para vencer e aumentou para três pontos a vantagem em relação ao Milan, que empatou por 1 a 1 com o Bologna.

Os números
99.500 Os torcedores que lotaram o Estádio Camp Nou no sábado para assistirem à partida entre Barcelona e Real Madrid. Nenhum outro jogo atraiu tantos espectadores na Europa no final de semana.

22  O Kaiserslautern conquistou a sua primeira vitória desde o dia 22 de outubro do ano passado. O primeiro triunfo depois de 22 jogos foi obtido por 2 a 1 contra o Hertha Berlim. No entanto, nem os três pontos evitaram o rebaixamento da equipe.

11  Papiss Demba Cissé segue tendo na Inglaterra o mesmo bom desempenho que vinha mostrando na Alemanha. Em apenas dez partidas pelo Newcastle, o senegalês já marcou 11 gols. Com isso, ele igualou um antigo recorde estabelecido há 20 anos por Micky Quinn, que em 1992 também balançou as redes 11 vezes em dez partidas pelo Coventry City. No sábado, Cissé anotou um dos tentos da vitória por 3 a 0 contra o Stoke City. Graças a ele, o Newcastle continua sonhando em participar da próxima Liga dos Campeões da UEFA: a equipe é a quarta colocada com 62 pontos, três a mais que o Newcastle.

2,7  Com uma média de 2,7 pontos por partida em casa, o Montpellier, líder do Campeonato Francês, está empatado com o Barcelona como o segundo melhor clube da Europa na temporada atuando nos seus próprios domínios. Apenas o Manchester City somou mais pontos em média diante da própria torcida (2,88).

Os momentos
Banho de cerveja: Kevin Grosskreutz, do Borussia Dortmund, quebrou o nariz na semana passada durante um treinamento. Mas isso não o impediu de comemorar o título alemão com os companheiros. Durante o banho de cerveja após o apito final, no entanto, ele tomou mais uma pancada no nariz, mas não se mostrou muito preocupado. “Agora o meu nariz quebrou de vez, mas não importa, não estou mais sentindo dor”, afirmou.

Vitória no dérbi: O Dínamo de Moscou deu um importante passo rumo a uma vaga na Liga dos Campeões ao derrotar o CSKA por 1 a 0. O bósnio Zvjezdan Misimovic marcou o gol do vice-líder do Campeonato Russo.

Reencontro amigável: Rudi Garcia foi técnico do Dijon de 2002 a 2007 e impulsionou muito a equipe nesse período. No sábado, ele enfrentou o ex-clube pela primeira vez como técnico do Lille e foi recebido com muita cordialidade pelos torcedores adversários. No entanto, o treinador não ganhou nenhum presente, já que os donos da casa venceram por 2 a 0.

Um feito que parecia impossível: Após o primeiro turno, o Freiburg tinha apenas 13 pontos no Campeonato Alemão, cinco a menos do que o necessário para sair da zona de rebaixamento. No domingo, o clube da região de Breisgau garantiu a sua permanência na primeira divisão germânica ao empatar sem gols com o Hannover. Sob o comando do técnico Christian Streich, a equipe conquistou 24 pontos e foi uma das cinco melhores do segundo turno.

Novo recorde: Dentro de quatro semanas, Brad Friedel comemorará o seu aniversário de 41 anos. Mas a idade não o impediu de estabelecer um novo recorde na Premier League inglesa. O jogador americano do Queens Park Rangers disputou no final de semana a sua 300ª partida consecutiva, estabelecendo um novo recorde no Campeonato Inglês.

Fonte: http://pt.fifa.com/worldfootball/clubfootball/news/newsid=1619177.html?cid=rssfeed&att=

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Após eliminação, Felipão proíbe abatimento do Palmeiras no Paraná

O Palmeiras terá apenas três dias para se recuperar da derrota do Guarani e a consequente eliminação no Campeonato Paulista. Na quarta-feira, a equipe da capital paulista inicia uma nova decisão, desta vez pela Copa do Brasil, que garante uma vaga na Copa Libertadores da América de 2013. Em Curitiba, o Palmeiras entra em campo contra o Paraná Clube. Trata-se do confronto de ida das oitavas de final do torneio nacional.

“Se ficamos tensos, chateados e tristes pela derrota num dia, no outro já começamos a pensar em outra situação”, prevê o técnico Luiz Felipe Scolari.

Muitos jogadores fecharam o rosto em função do resultado em Campinas e rejeitaram o contato com os jornalista. Para Felipão, é o reflexo de uma reação normal de uma equipe derrotada.

“Vocês não podem querer que um jogador profissional saia sorrindo. Se isso acontecer, o atleta deve sair do Palmeiras”, emendou Felipão.

O grande problema é a queda de rendimento palmeirense na temporada. Desde a derrota para o Corinthians, no dia 25 de março, o Verdão contabiliza duas vitórias, um empate e três derrotas.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/noticias/0,,OI5734133-EI2013,00.html

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Após nova assistência, Casemiro fica de olho na vaga de Luis Fabiano

O São Paulo dá sinais de que irá apostar no mistério para as semifinais do Campeonato Paulista, contra o Santos. O técnico Emerson Leão perde o atacante Luis Fabiano, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, e evita antecipar o substituto. O volante Casemiro crê que pode ser uma surpresa para o próximo final de semana.

“Olha, eu estou à disposição. Não comecei jogando contra o Bragantino, mas venho trabalhando forte por uma oportunidade. Sempre que entro, procuro corresponder”, comentou o atleta.

Mesmo saindo do banco de reservas, Casemiro voltou a mostrar a sua utilidade. Preciso nos passes, ele deu a assistência para Luis Fabiano marcar o terceiro gol diante do Bragantino.

Se optar pela presença de Casemiro, Leão irá modificar o esquema do São Paulo nas semifinais. Lucas e Fernandinho iriam formar o ataque sem uma referência. No meio-campo, Cícero e Jadson ganhariam mais liberdade.

A opção natural pela vaga de Luis Fabiano é o jovem Willian José. O centroavante reserva é o artilheiro do Tricolor no Campeonato Paulista, com dez gols.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/noticias/0,,OI5734131-EI2018,00.html

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Preparador de goleiros confia em nova volta por cima de Julio Cesar

Como Julio Cesar saiu do Pacaembu quieto – e chorando – após a derrota para a Ponte Preta, quem falou por ele sobre suas falhas foi o preparador de goleiros do Corinthians. Mauri Lima disse que preferia ver os lances de novo pela televisão antes de qualquer análise técnica, mas admitiu que o arqueiro possa ter errado em dois dos três gols do rival no Pacaembu.

“Seria cruel se colocasse que ele foi o principal culpado pela derrota. Temos uma equipe, nós também erramos na parte ofensiva, no meio, na parte defensiva. É difícil falar agora, eu gosto sempre de analisar as imagens para fazer a cobrança técnica. Conversei um pouco com ele depois do jogo e também depois do banho, mas sei que nessa hora nem dá para cobrar”, disse o membro da comissão técnica alvinegra, não sem apostar em uma volta por cima do jogador, também cobrado pela torcida no ano passado.

“O Julio é um profissional exemplar, de caráter, mas sabemos a cobrança de ser um goleiro do Corinthians, de ser prata da casa. Mas tem que esquecer, morreu passou. Agora é dar sequência no trabalho, ter tranquilidade, porque nós temos uma Libertadores pela frente. Seria melhor se tivesse um jogo já na sequência, mas agora temos dez dias para trabalhar, conversar e fazer com que retome a confiança, porque já deu a volta por cima em outras ocasiões”, completou Mauri.O primeiro erro do camisa 1 foi aos 12 minutos da etapa inicial. Willian Magrão bateu falta rasteira da meia esquerda, e a bola passou entre Julio Cesar e a trave direita antes de balançar a rede. O segundo foi aos 44 da etapa final, quando cobrou tiro de meta apressado, à meia altura, e acertou a bola nas costas de Leandro Castán. Renato Cajá pegou a sobra e passou para Rodrigo Pimpão, que aproveitou saída desesperada do arqueiro para fazer o terceiro gol dos visitantes.

A cobrança errada do tiro de meta poderia ser classificada como azar de Julio Cesar, mas o próprio preparador admitiu precipitação de seu atleta. “Às vezes você quer corrigir um erro e comete outro. O que eu sempre digo é que nós (goleiros) nunca vamos fazer gol. Quem tem que fazer gol são os jogadores de linha. Temos que fazer o mais simples possível para não errar. Não adianta querer sair rápido, porque vai sair errado”, avaliou, também chateado.

Eliminado do Campeonato Paulista, o time alvinegro tem como próximo compromisso o duelo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores, contra o Emelec, em 2 de maio, no Equador. O elenco ganha folga coletiva nesta segunda-feira e se reapresenta na manhã do dia seguinte.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/noticias/0,,OI5734134-EI2011,00.html

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